Se alguém alguma vez duvidou das capacidades do GNU/Linux, aqui fica a derradeira prova. “Avatar”, o grande sucesso de Hollywood neste Natal, reconhecido pelos seus espantos efeitos especiais optimizados para as 3 dimensões, teve como sólida base para a criação desses mesmos efeitos, um conjunto de mais de 4000 servidores, totalizando 40000 processadores e 104 Terabytes de RAM, todos eles powered by Linux.
A empresa neo-zelandesa Weta Digital, que já esteve envolvida na criação de filmes como “Eragon”, “Senhor dos Anéis”, “King Kong” e “Eu, Robot”, foi a responsável por este mega-projecto cinematográfico, para o qual foi construído um enorme datacenter, onde, permanentemente ligados por cabos de fibra óptica, 4352 portentosos servidores HP ProLiant BL2×220cG5, encaminhavam dados para um sistema de armazenamento de 3 Petabytes(3 145 728 GB).
Para controlar a temperatura e evitar sobreaquecimentos do sistema, usou-se um sistema de refrigeração à base de água, já que mera refrigeração por ar não conseguiria, de modo algum, controlar a temperatura. A estrutura de refrigeração é enorme, canos e canos, fazendo lembrar uma central nuclear ou até mesmo uma ETAR e permitiu uma redução de custos na ordem dos 40 %. Espantoso:
Esta “frota” de servidores, a trabalhar 24 hora/dia, realizava entre 1,3 e 1,4 milhões de tarefas diárias, processando entre 7 e 8 GB de dados por segundo.
Cada frame de Avatar é de 12 MB, e por segundo, o filme conta com 24 frames, o que coloca estas máquinas a processar 288 MB de vídeo por segundo, 17,8 GB por minuto.
Uma capacidade de processamento “brutal”, e apesar de enorme qualidade e quantidade do hardware disponível, tem que existir um sistema que possa bem suportar todo este stress computacional. O GNU/Linux revelou-se à altura desta assustadora tarefa, e os resultados estão bem à vista ![]()
{via Kerodicas}
http://www.datacenterknowledge.com/archives/2009/12/22/the-data-crunching-powerhouse-behind-avatar/